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A Paróquia foi fundada a 11 de agosto de l811 por Dom João VI. O primeiro nome era Santa Anna do Santíssimo Sacramento. Por ocasião da criação, da Prelazia de Chapada (Chapada dos Guimarães) foi extinta. Foi criada novamente e 17-07-1959.

Em 1727 já existia em Chapada o primeiro engenho da região de Cuiabá, como informa o capitão João Antonio Cabral Camelo. Era lugar de descanso dos moradores de Cuiabá. O lugar era conhecido com os nomes de Serra Acima, Chapada Cuiabana, Santana de Chapada. Foram os bandeirantes e garimpeiros os primeiros a chegar aqui a procura de ouro e de diamantes. Foi nesse pequeno arraial que em 1749, vindo de São Paulo por Minas Gerais e Goiás, o grande missionário itinerante e padre franciscano frei Antonio do Extremo pregou uma missão de três dias, dirigindo-se em seguida a Cuiabá. Em 1750 foi chamada a localidade de Sant’ Ana da Chapada à pequena comunidade sob a administração do Pe. Jesuíta Estevão de Castro que veio de São Paulo trazido pelo Governador D. Antonio Rollin de Moura Tavares. Em 1769 Chapada de Cuiabá foi chamada de Chapada dos Guimarães que vigora até hoje.

Chapada dos Guimarães chegou a atravessar fase de grande prosperidade como empório agrícola de Cuiabá. José de Mesquita situa em 1867 o inicio fatídico de sua decadência, concorrendo para isso “as incursões dos índios, a Guerra do Paraguai, a epidemia de varíola e, por fim a abolição”. A abolição da escravatura tornou definitiva a ruína dos engenhos de Chapada.

Na década de vinte deste século, tentou-se reerguer Chapada e fazer chegar uma nova época, um novo progresso, o governo estadual pretendia então fundar uma colônia agrícola na região. Primeiro foram chamados colonos sírios, apelidados pelo povo de turcos depois vieram russos e, por fim alemães. Mas todas estas tentativas fracassaram ou pela desistência dos colonos ou por falta de meios adequados ou por causa das dificuldades políticas.

Chapada dos Guimarães permaneceu como distrito de Cuiabá até 1953 quando foi elevada à categoria de município. A Igreja Católica tem alentada história em Chapada dos Guimarães.
Em 1751, chegou a Cuiabá o primeiro Governador da Capitania. D. Antônio Rolim de Moura, os Padres Jesuítas Estevão de Castro e Agostinho Lourenço, com a tarefa de cuidar da evangelização dos índios. O Pe. Agostinho foi mandado para a missão da São José no Guaporé. O Pe. Estevão fundou na Chapada dos Guimarães, sob a tutela de Santa Ana, uma aldeia “unindo os índios mansos, e já dispersos pelos moradores”. O local desta aldeia, denominada “Aldeia Velha” distava da atual cerca de meia légua. Lá erigiram uma capela coberta de palha na qual armaram um altar em que colocaram as imagens de Santa Ana com a Virgem no meio e nos lados, Santo Inácio de Loiola e São Francisco Xavier. Mas a missão teve uma existência de pouca duração. Não tardou que se concretizasse a expulsão de Pombal que, em combinação com diversos governos da Europa, queria exterminar os jesuítas da face da terra. Com efeito, em carta régia de 22 de agosto de 1758, o Governo Português ordenou ao governador Rolim de Moura que fizesse remeter ao Pará “todos quantos religiosos da dita profissão (jesuítas) aparecessem nesses, ou seja, portugueses, ou seja, castelhanos”. O Governador da capitania do Mato Grosso e Cuiabá cumpriram a ordem régia em 1759. Depois da saída do padre Castro, “se proveu à custa da Real Fazenda capelão secular, que foi o Pe. Simão de Toledo Rodovalho, natural da capitania de São Paulo, em cujo tempo se erigiu uma freguesia em atenção aos moradores que havia por aquele circuito, a quem era muito difícil a assistência do pasto espiritual pelo pároco desta vila” de Chapada dos Guimarães.

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Em 1778, o juiz do fórum de Cuiabá, Dr. José Carlos Pereira, por dever de oficio, teve que ir à Chapada dos Guimarães. Lá viu a “palhoça na verdade indecentíssima” que era a Igreja Matriz. Então, movido de fervoroso desejo, concebeu o plano de construir uma grande igreja. No ano seguinte, voltou à Chapada, e no mês de maio, começou a obra com tanta atividade, fervor e excesso, que no mês de julho ficou concluída uma famosa igreja, coberta de telha, rebocada e caiada, com capela-mor, sacristia e casa para os párocos. Na realização destas obras concorreu em grande parte com sua inteligência e administração o franciscano Frei José da Conceição que na época se encontrava em Mato Grosso como esmoler da Terra Santa. A nova igreja foi benta com toda solenidade no dia 31 de julho de 1779 pelo vigário da vara, Pe. José Correia Leitão. À tarde do mesmo dia, em solene procissão, foram transladas da antiga capela dos jesuítas as imagens de Santa Ana, Santo Inácio de Loiola e São Francisco Xavier que foram os únicos objetos que se salvaram da antiga missão jesuítica. No dia seguinte foi celebrada a festa de Santa Ana e a cerimônia da dedicação da Igreja à padroeira.

Em 1782, encomendada do Rio pelo citado Dr. José Carlos Pereira, chegou à Chapada a nova imagem de Santa Ana com cinco palmos de altura, tendo a Virgem do lado esquerdo, e na mão direita uma custódia de prata dourada para expor o Santíssimo, foi esse o motivo da denominação de Santa Ana do Sacramento, dada à igreja. Mais tarde a custódia de prata desapareceu. Para substituí-la, o missionário franciscano Pe. Frei Francisco Brugger, artista e poeta, confeccionou em 1959 um outro “ostensório de Santa Ana do Santíssimo Sacramento”, que segundo o artista, representa uma roseira em forma de um ostensório: raiz, tronco e folhas, no meio uma rosa aberta, da qual sai a hóstia, feito em duas partes para enfiá-la na mão direita de Sant’Ana.Talvez por ter sido construída muito às pressas, a igreja de Santa Ana, já em 1779 e mais ainda em 1983, sofreu prejuízos com as fortes chuvas, exigindo uma grande reforma e um reforço às suas paredes.

Em 1921, aconteceu um fato que poderia ter causado conseqüências desastrosas. O Pe. Frei Cipriano Bonnet da Ordem Terceira da São Francisco celebrava as festas na paróquia de Santa Ana da Chapada. Durante a missa solene, cantada, com a igreja repleta de gente, já no meio da missa, ouviu-se de repente um ruído assustador: a frente da igreja desabara. Felizmente ninguém se encontrava neste local, mas o barulho causou grande susto. Até hoje se pode ver a marca deste desabamento, para remediar os estragos, o vigário encomendado da paróquia, Pe. José Maria do Sacramento contratou aos nove de julho de 1923 os serviços de Anacleto Henrique de Carvalho para levantar a frente da referida igreja em toda a sua extensão desde o inicio do alicerce. Estas obras de construção duraram até 1929. Tombada já pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a igreja em 1958 teve que ser reforçada e o madeiramento e telhados renovados. Em 1977, iniciaram novas obras de conservação da igreja que na opinião de Edmundo Etzel “é o único e autêntico resíduo barroco existente em Mato Grosso”. Foi esta Igreja de Santa Ana do Sacramento que serviu como catedral prelatícia de 1941 a 1962, da Prelazia da Santa Ana da Chapada dos Guimarães antes de ser transferida a sua sede para Rondonópolis.
Durante o período do Brasil Colônia, as aldeias missionárias foram elevadas à paróquias. Também a capela de Sant’Ana da antiga missão jesuítica da Chapada passou a ter prerrogativas de matriz.Por resolução régia de nove de agosto de 1811 ela se tornou paróquia perpétua, sob a denominação de Freguesia de Santa Ana do Sacramento da Chapada.Em 1822, a sua população chegava a 3.898 habitantes. Mas seu território ocupa vastíssima extensão, e por isso não pode o pároco conhecer as ovelhas nele habitantes, nem ser por elas conhecido. Além disso, a falta de pagamento das côngruas aos párocos e dos guisa mentos das igrejas desvia os sacerdotes de pretenderem nestes lugares ocupar benefícios de cura de almas, de cujos réditos não possam subsistir, e por isso, nem os que servem interinamente. Esta triste situação se criou porque, o clero era considerado funcionário do Estado, que não retribuía condignamente o serviço religioso. Por isso os párocos ficavam por pouco tempo à frente da paróquia da Santa Ana da Chapada. Não temos os nomes dos párocos do século 18 porque o primeiro livro de batizados se perdeu. Mas, a partir de 1798, podemos citar os nomes dos padres que tomaram conta de Chapada. São os seguintes: Pe. Antonio Tavares Correa da Silva (1798-1801), Pe. João José Gomes da Costa (1801-1807) Pe. José Gomes da Silva ( 1807-1812), Pe. Francisco Dias Pay (1813), Pe. José Gomes da Silva (1814-1823), Pe. Manoel Pinto da Silva (1823), Pe. Francisco Lopes de Sá (1823-1824), Pe. Manoel Ferraz de Sampaio Botelho (1824-1825), Pe. José Joaquim do Nascimento (1825- 1826), Pe. Manoel Pinto de Siqueira (1826-1832) faltam os nomes dos padres de 1832- 1841, Pe. Manoel da Costa Silva (1842- 1845), Pe. Joaquim José Ferreira (1845 – vigário interino) Pe, José Joaquim Grassiano de Pina (1854- 1860) de 1845 a 1854 não tem o nome dos párocos, Pe. Joaquim de Souza Caldas (1860- 1874), Pe. José Xavier da Silva (1875- 1877), Pe. Jacinto Ferreira de Carvalho (1877- 1879).

A partir de 1874 a Paróquia esteve vaga, desprovida de vigário, foram ter ali algumas ocasiões a fim de celebrar as destas da freguesia os padres seguintes: Pe. Benedito d’ Araújo Figueira, Pe. Constantino Társio, capelão tenente do exército; Pe. Jacinto Ferreira de Carvalho, vigário de Livramento; Pe. Félix Ferreira de Carvalho; Pe. Antonio Manoel Bicudo, vigário de Santo Antonio do Rio Abaixo, Frei Conrado Maria, quando se retirou da comissão dos martírios. Desde 1893 fizeram os batizados os seguintes padres: Pe. José Franceski, Pe. José Solari, Pe. Agostinho Colli, Pe. Arthur Castells, Pe. Antonio Malan, Pe. Ângelo Caratorta, Pe. José Gabburera, Pe. Antonio de Bella, Pe. Felipe Pappalurdes, Pe. Traversi, Mons. Bento Severiano da Luz até 1903.

Em 1814 foi criada a freguesia com o nome de Sant’ Ana da Chapada dos Guimarães dos Sacramentos. Alguns autores atribuem aos jesuítas a construção desta imponente igreja e de mão de obra indígena. O Pe. Castro permaneceu dirigindo a missão até 1759, quando foi obrigado a retirar-se por ordem da corte que determinava a expulsão dos jesuítas do Brasil. A capela de Sant’ Ana passou a se chamar de matriz. A Igreja foi construída 20 anos depois da expulsão dos jesuítas. Quando a Igreja ficou pronta foram colocadas na igreja só as imagens de Santa Ana, Santo Inácio de Loiola e São Francisco Xavier.

Em 1904 chegaram a Cuiabá, vindos da França os padres da Ordem Terceira Regular de São Francisco, eles além da paróquia de Cuiabá, começaram a visitar regularmente também as paróquias vizinhas sem padre, entre as quais Chapada dos Guimarães. Até tinham estabelecido uma residência na freguesia de Chapada, a uns vinte quilômetros de Cuiabá, no alto de uma serra de onde se descortinava uma vista bonita, imensa.Atenderam a paróquia de Santa Ana os padres seguintes: Frei Ambrósio Dayle, Frei Atanásio Flottes, Frei Sebastião, Frei Luiz Maria Galibert, Frei Cipriano Bonnet, Frei Aristides Sousiguére, Frei João Luiz Bordoux, Frei Inácio Gau, Frei Carlos Valette. Os padres da Ordem Terceira Regular de São Francisco ficaram em Cuiabá até 1925 quando, por ordem superior tiveram que se retirar para Poconé e Cáceres. Mas antes da retirada desses padres em dezembro de 1921 o Arcebispo de Cuiabá, D. Francisco de Aquino Corrêa, tinha nomeado vigário encomendado da paróquia de Santa Ana da Chapada o Pe. José Maria do Sacramento. Ele apelidado por causa de sua cor de “padre preto”, pouco tempo antes tinha chegado a Cuiabá, fugindo de Mariana – Minas Gerais por motivos políticos. Mas por motivo do seu comportamento menos digno o arcebispo nomeou em seu lugar o Pe. Cástulo Steiger, salesiano, que tomou posse da paróquia no dia 19 de março de 1930. A partir de então os padres slesianos de Cuiabá tomaram conta da paróquia indo visitá-la só uma vez ou outra vez por ano por ocasião das festas. Além de Pe. Cástulo foram ainda para lá os seguintes padres: Pe. Hipólito Decclene, Pe. João Dourure, Pe. Pedro Pinto, Pe. Higino Fasso e Pe. José Xhardy.

Aos 22 de janeiro de 1939, a paróquia de Santa Ana da Chapada foi entregue aos cuidados dos padres franciscanos da Província de Santa Isabel da Turíngia, na Alemanha, que em 1938 fundaram um Comissariado no Mato Grosso. Naquele dia foi empossado o Pe. Frei Pedro Holz como primeiro pároco residente. Com a criação da Prelazia de Santa Ana da Chapada aos 26 de outubro de 1941, a antiga paróquia de Santa Ana da Chapada foi extinta. Mas D. Wunibaldo Talleur, primeiro Prelado de Chapada e Bispo de Magido, resolveu por decreto de 16 de julho de 1959 criar de novo a paróquia de Santa Ana da Chapada.

Em 1939 numa manhã chuvosa chegou o primeiro franciscano Frei Pedro Holt. Frei Pedro de dirigiu a igreja, e lá encontrou o Pe. Castulo Steiger colocou-o a par do assunto a que viera, ou seja, a passagem da paróquia para a Ordem dos Franciscanos. O Pe. Castulo chamou várias testemunhas que assinaram o ato da posse do novo vigário. Frei Pedro, foi o primeiro vigário dos Franciscanos aqui na Chapada. Frei Pedro e o povo logo renovaram a casa paroquial, cercaram o terreno em volta da igreja, logo vieram mais frades para Chapada.

Em 1936, o Arcebispo de Cuiabá, D. Francisco de Aquino Corrêa, não se achando em condições de administrar a sua imensa Arquidiocese tomou a iniciativa de dividi-la. Por estar naquele tempo a paróquia de Chapada sem pároco residente e para haver uma base sem precisar fazer itinerários longos demais para a cura de almas do imenso sertão, também por causa da presença menos digna do Pe. José Maria do Sacramento, D. Aquino Corrêa achou por bem pedir à Santa Sé a criação de uma Prelazia em Chapada dos Guimarães. Na sua proposta que, em 24 de outubro de 1936, apresentou ao Anúncio Apostólico D. Benedito Aloisio Masella expões para justificar o seu pedido as seguintes razões: “O maior obstáculo ao serviço pastoral da minha Arquidiocese de Cuiabá provém da extensão do seu território agravada pelas dificuldades de comunicação. A sua população é pequena, calculada entre 60 a 70 mil habitantes, espalhada numa área de 100 km². A triste conseqüência é que muitas destas almas ficam provadas do ministério espiritual, não só do Arcebispo como também do pároco. Os párocos sozinhos não podem atender a paróquia que padecem do mesmo mal da Arquidiocese, isto é populações dispersas. Necessitar-se-ia de pelo menos dois ou três em cada paróquia, o que não é fácil de obter do clero secular. Por outro lado o clero regular dificilmente aceitará paróquias em condições semelhantes. Por isso pensei propor a esta Nunciatura a criação duma Prelazia a qual mais facilmente de poderá confiar a uma Congregação religiosa, porque oferece vantagens de maior liberdade de ação e maior facilidade para conseguir recursos.”

Segundo essa proposta do Arcebispo, o território da projetada Prelazia constaria de toda região da paróquia de Santa Ana da Chapada dos Guimarães, onde também ficaria a sede da Prelazia e de mais alguns pedaços de terra da paróquia de Santo Antonio de rio Abaixo, agora Leweger, pertencentes à Arquidiocese de Cuiabá, além disso, faria parte da Prelazia grande parte do Pantanal da paróquia de Corumbá, de diocese anônima, como também parte desmembrada do território da Prelazia de Registro do Araguaia, atual Guiratinga. “Os ordinários destas duas circunscrições estão de acordo, porque não podem nem eles, zelar pelas almas espalhadas nas mencionadas regiões”. Segundo a estimativa do Arcebispo, a população da projetada Prelazia seria de 12 a 15 mil habitantes, mais ou menos civilizados. Além desta população civil há ainda duas vilas de índios bororos no rio São Lourenço e algumas famílias de índios Guatós espalhados ao longo do rio Paraguai. Ao descrever os recursos econômicos da futura Prelazia, D. Aquino Corrêa achou que esta será a menos árdua das três outras províncias Eclesiástica de Cuiabá, menos extensa, população mais densa, acesso menos difícil. Será a Prelazia Central de MT. Ela se divide em duas regiões bem distintas: o planalto (serra) e a planície (pantanal); uma e outra gozam de um clima salubre temperado na serra, e quente no pantanal. A principal indústria na serra é a agricultura, e do pantanal a criação de gado. As terras são muito férteis e ricas de florestas. Há vastíssimos bosques de babaçu, como também alguns garimpos, exploração de diamantes.

No fim de janeiro de 1937, encontrando-se em São Paulo, D. Aquino Corrêa ouviu de um frade sobre a possibilidade da ida de missionários franciscanos alemães para Mato Grosso. O Arcebispo se alegrou muito com essa noticia e logo ofereceu três paróquias da sua Arquidiocese e se prontificou a entregar uma região para uma Prelazia. De fato, o governo da Província Franciscana da Imaculada Conceição de São Paulo, em reunião definitorial de janeiro daquele ano, tinha resolvido ceder à Província Franciscana de Santa Isabel da Turíngia na Alemanha todo o território do então Estado de Mato Grosso que pertencia ao território da Província da Imaculada Conceição. Na reunião Definitório Provincial de 2 de março de 1937, o governo da Turíngia aceitou a oferta e decidiu a fundação de uma nova missão no Mato Grosso. Na mesma sessão também já foram designados os primeiros quatro missionários: os padres Freis Eucário Schmitt, Wolfram Pasmann, Antonino Scwenger e Francisco Brugger.Mas, antes de virem ao Mato Grosso, deveriam permanecer por meio ano na Província de São Paulo para aprenderem a língua portuguesa e se aclimatarem.

Finalmente, aos 13 de julho de 1940, foi publicada a Constituição Apostólica “Quo Christi fidelibus” criando a Prelazia Nullius da Chapada. Mas o original da constituição, logo enviada ao Núncio Apostólico no Brasil, de perdeu. Uma cópia da mesma só chegou com a nomeação do primeiro Prelado, que aconteceu um ano depois, parece que a demora desta nomeação de deveu ao fato de que o Pe. Comissário Frei Eucário Schmit não quis aceitar. De fato fez de tudo para não ser escolhido. Pediu insistentemente aos seus confrades em Roma que se empenhassem junto à Congregação Consistorial no sentido de não o escolherem. Até foi encaminhado um oficio ao Cardeal R. C. Rossi, Secretário da Congregação Consistorial, em que se afirma que a nomeação para bispo de Frei Eucário Schmitt “no momento atual, não parece oportuna”. Seguem várias razões para justificar esta afirmação que podem ser resumidas numa só: Por enquanto Frei Eucário não pode deixar de ser Comissário para não retardar o desenvolvimento promissor do Comissariado dos franciscanos no Mato Grosso, para ser o Administrador Apostólico da recém criada Prelazia da Chapada. O Decreto de execução pelo Núncio Apostólico no Rio. D. Benedito Aloisi Masella, leva a data de 4 de outubro de 1941.Naquele dia, chamado à Nunciatura, o Pe. Comissário Frei Eucário Schmitt recebeu todos os documentos referentes a criação e a nomeação de D. Vunibaldo Talleur como também a delegação de empossar o novo Prelado. É o que aconteceu no dia 16 de outubro de 1941 na igreja Matriz de Santa Ana de Paranaíba onde o Pe. Frei Vunibaldo era o pároco, aí o novo Prelado recebeu uma cruz e uma corrente de ouro que foram as únicas insígnias que o Novo Prelado recebeu. Depois, aos 26 de outubro de 1941 o Novo Prelado D. Vunibaldo Talleur tomou solenemente posse da sua igreja prelatícia de Santa Ana da Chapada.
D. Vunibaldo ainda jovem, com mais ou menos 35 anos era alto, moreno, olhos claros, linguajar cheio de sotaques, alegre e comunicativo e soube muito bem conduzir seus colegas. Viria beneficiar aquela comunidade em muitos setores de sua vida.

Ao ser criada a Prelazia de Chapada ainda era uma verdadeira terra de missão. O seu primeiro Prelado D. Vunibaldo Talleur OFM, ao aceitá-la, assim se expressou: “Aceitamos esta Prelazia que nos foi confiada pela Santa Mãe Igreja em virtude da Santa Obediência. É um lugar abandonado e pobre, realmente apropriado para os pobres filhos de São Francisco.” A única igreja que ele encontrou em todo o território da Prelazia foi a de Santa Ana em Chapada dos Guimarães que, por isso, ficou a sede da Prelazia. D. Vunibaldo procurou definir a tarefa a ser cumprida com estas palavras: Numa região enorme e no meio de um povo alheio, desconhecido em seus costumes e seu modo de viver, quase sem recursos materiais e com poucos missionários deficientes auxiliares, havemos não somente de praticar a pasto reação e cura de almas, mas na maior parte havemos de lançar os fundamentos da pasto reação e de iniciar uma regular cura de alma.Em outras palavras era ainda preciso erigir e organizar a Igreja nessa região, e esta foi a árdua e sacrificada tarefa e missão confiada a D. Vunibaldo e aos seus colaboradores franciscanos do Comissariado do Mato Grosso. Nos primeiros vinte anos da existência da Prelazia, eles foram verdadeiros pioneiros e autênticos missionários, e até 1964, os únicos padres a atuar naquela região.

Por vários anos Chapada ficou como sede da Prelazia, foi o único centro de irradiação pastoral. Lá residiam o Prelado D. Vunibaldo Tauller e todos os demais missionários franciscanos a serviço da Prelazia. Nos primeiros tempos moravam no sobrado anexo à igreja construído em 1779. Mais tarde eles mesmos construíram uma casa que servisse de casa prelatícia e convento dos frades. Na sede os missionários procuravam intensificar a vida religiosa do povo por uma instrução catequética mais freqüente, pelo fomento das irmandades e pela promoção de uma maior participação nos sacramentos. As primeiras forças vivas de expressão de fé foram as associações do Apostolado da Oração, da Pia União das filhas de Maria, e da Cruzada Eucarística. Com elas a freqüência aos atos de culto e sacramentos foi aumentando, além da sede, os missionários atendiam também o povo do interior. De Chapada partiam para as viagens de desobriga no imenso sertão e extenso pantanal à procura do povo faminto e sedento de Deus.

Naquela época, Chapada dos Guimarães era um lugar paupérrimo, com cerca de 500 habitantes, único núcleo maior do imenso sertão e pantanal pertencentes ao território da Prelazia. Durante muitos anos Monsenhor Vunibaldo Tauller trabalhou em Chapada como simples missionário. Como os outros missionários também ele fazia as viagens pelo sertão e pantanal tendo como único meio de transporte um cavalo ou uma mula.

Em 1942 chegou a Chapada dos Guimarães as freiras e Frei Osvaldo, nascido em Frankfurt na Alemanha. Frei Osvaldo um homem muito trabalhador e muito bem preparado, logo sentiu a dura realidade da missão, carência de recursos e o idioma, seria difícil conquistar a confiança daquele povo desconfiado, apesar de ter sido receptivo e hospitaleiro com os religiosos.
As irmãs tiveram suas dificuldades nestas terras, para se ter uma idéia no primeiro dia de aula não apareceu nenhuma criança, mas perseveraram e aos poucos foram adquirindo confiança dos alunos e dos pais das crianças.

Em 1950 Frei Osvaldo inaugurou a primeira parte do hospital Santo Antonio. Frei Osvaldo chamado “pai dos pobres” atendia todo mundo sem receber nada em troca. Frei Osvaldo dedicou toda a sua vida a Chapada. Andou por toda a paróquia fazendo o bem, lutou pela saúde da população chapadense. Faleceu em 1968 e foi enterrado em sua terra natal na Alemanha. Os seus colegas da Ordem não quiseram continuar sua obra.

Em 1957 foram mudados os limites da Prelazia. Por Decreto da Sagrada Congregação Consistorial, da Santa Sé foi desmembrada da Prelazia de Chapada uma parte do pantanal, ou melhor, a parte do município de Corumbá para reincorporá-la à Diocese de Corumbá, igualmente os município de Itiquira e Rondonópolis que, em parte, pertenciam ao território da Prelazia de Registro do Araguaia ou Guiratinga, passaram a partir de 1958, integralmente a fazer parte da Prelazia de Chapada. Com estas mudanças dos limites, o território da Prelazia de Chapada ficou limitado a uma superfície de perto de 54.000 km². Depois de resolver o problema dos limites da Prelazia., D. Vunibaldo Tauller achou oportuno elevar algumas estações missionárias à categoria de paróquias. Assim, aos 16 de julho de 1959, erigiu canonicamente as seguintes paróquias: Sant’ Ana da Chapada dos Guimarães, Sagrado Coração de Jesus em Rondonópolis, São Francisco em Jaciara e Nossa Senhora do Carmo em Itiquira. Por falta de clero a paróquia de Itiquira foi anexa a de Rondonópolis. Nossa Senhora de Fátima ficou como capelania dentro da paróquia de Jaciara e ficou entregue aos cuidados do padre encarregado da Escola Apostólica.
Antes da criação da Prelazia, existia em Chapada dos Guimarães uma escola pública que, porém, não valia muita coisa. Quase ninguém que a freqüentava sabia ler e escrever. Melhor ainda era a escola particular do “padre preto” do Pe. José Maria do Sacramento. Mas só um pequeno número a freqüentava porque se precisava pagar mensalidade. E poucos tinham tanto interesse pela educação dos filhos para fazer um sacrifício. Para remediar esta situação, já em 1939, os missionários franciscanos tentaram fundar uma escola paroquial. Iniciou-se uma pequena escola dom 17 alunos, sendo o professor o Pe. Frei Reinaldo Schefer. Mas esta escola não deu bom resultado, acabou-se com o ano escolar em fins de novembro. Quase ninguém queria pagar a mensalidade que era de oito mil réis por mês, poderia ser em dinheiro ou em mantimentos.

Uma das preocupações mais marcantes do Prelado D. Vunibaldo Tauller foi a educação das crianças e dos jovens. Achava que a construção da escola seria um meio para o povo ser evangelizado. Vendo a situação calamitosa do ensino em chapada procurou conseguir uma escola exemplar sob a direção das irmãs de caridade. De fato, em 1944, trouxe de Pindamonhangaba em São Paulo as Irmãs Franciscanas da terceira Ordem Seráfica de Au am Inn que mais tarde se chamaram Irmãs da Ação Pastoral para atender a Evangelização de crianças e jovens através de uma escola que seria mais tarde o Educandário S. José. O educandário tinha por fim a educação cristã das crianças do lugar e das fazendas em redor para se tornarem boas catequistas nas fazendas tão afastadas da sede do Prelado, onde mui poucas vezes um padre ia atender as necessidades do povo. Chegaram a Chapada dos Guimarães no dia 28 de março daquele ano as Irmãs Maria Alverna, Maria Fidelis Roriz, Maria Francisca Vieira e Maria Bertha Hodersdorfer. Elas começaram as aulas no dia 9 de abril. Superando muitas dificuldades as Irmãs com a ajuda da Prelazia construíram uma escola fundamental e duas casas para internato, uma para meninas e outra para meninos, principalmente do sertão. Além do ensino das primeiras letras, as alunas ainda recebiam aulas de costura e cozinha, culturas de hortaliças, como também formação especial nos seus lugares de origem, as alunos pobres recebiam de graça a maior parte dos livros e outras coisas necessárias para viver sem excetuar as roupas.

Sobre as dificuldades que havia para sustentar esses internatos, escreveu D. Vunibaldo Tauller: “As Irmãs também são mantidas pela Prelazia, já que não tem outras fontes de renda. O mais difícil é fornecer trigo e pão aos internatos. Muitas vezes é impossível provê-los com carne e verduras; muitas vezes e por longo tempo faltam totalmente. Às vezes também acontece que meninos e meninas não podem freqüentar as aulas porque lhes falta a necessária roupa ou porque possuem um só vestido que está sendo lavado. As Irmãs procuram remediar da maneira mais diversa as necessidades dos meninos e das meninas. Também através de outras obras de caridade oferecem valiosa ajuda à cura de almas, para não faltar água ao povo cuidamos de construir um aqueduto que traz a água de um lugar distante 500 km².”

Um outro setor que mereceu grande atenção dos missionários franciscanos foi a preocupação pelos doentes. Nos centros e até nas viagens de desobriga, eles de ocuparam com o maior carinho também dos muitos enfermos, proporcionando-lhes remédios, aplicando injeções, educando para o asseio e higiene. D. Vunibaldo Tauller, com a valiosa colaboração de Frei Osvaldo Braun fundou em Chapada dos Guimarães uma ambulatório com farmácia que mais tarde se tornou o Hospital Santo Antonio. Lá eram atendidos todos os anos milhares de pessoas de todas as partes da Prelazia, pois, não havia em outro lugar no território da Prelazia, nem médico, nem farmácia, nem hospital. Também em Fátima de São Lourenço funcionava um pequeno ambulatório. O Frei Osvaldo atendia em qualquer lugar à qualquer hora, quando necessário, sem exigir nada em troca. Por ele dar de tudo e nada pedir em troca, o povo o apelidou de “pai dos pobres”. Além do Frei Osvaldo também o Frei Canuto Amann, foi muito procurado pelos doentes. Ele sempre usando o seu famoso pêndulo, receitava chás homeopáticos aos que sofriam de males. Grande entendedor da homeopatia e profundo conhecedor da alma humana sabia ser, para cada um daqueles que dele necessitasse um verdadeiro amigo, compreensivo e essencialmente humano. Ainda hoje em dia o seu livro “Socorro aos doentes do Sertão, o milagre da cura pela flora brasileira” é consultado e seguido. Todas as obras sociais da Prelazia estavam inscritas na sociedade civil “Ação Social Franciscana”.

“Já em 1958, D. Vunibaldo resolveu transferir a sua residência para Rondonópolis, como escreveu ao Núncio Apostólico Dom Armando Lombardi: “Devido às exigências da Prelazia e com expressa licença de V. Excia. Revma. estou trabalhando para transferir a residência do Prelado de Chapada para Rondonópolis” (carta de 24-11-58). De fato, no ano seguinte, exatamente aos 9 de março de 1959, D. Vunibaldo deixou oficialmente Chapada e foi morar em Rondonópolis. O passo seguinte foi requerer da Santa Sé também a transferência da sede da Prelazia para Rondonópolis porque esta cidade era superior em número de habitantes, em facilidade de Comunicação e em volume de comércio e por isso se tinha tornado mais apta para o governos da Prelazia.Em carta ao Núncio Apostólico, com a data de 30 de abril de 1961, D. Vunibaldo explicou melhor as suas razões.Nela escreveu que o que o levou a pedir esta transferência foi a importância civil, econômica e religiosa de Rondonópolis que, na época contava com 7.000 habitantes e todo o município aproximadamente 30.000”

Ao contrário Chapada, então sede da Prelazia, embora também município desde 1953, não conseguiu chegar a ter um grande progresso, sempre ficou na área de influência da Capital Cuiabá. Mesmo pastoralmente sempre ficou mais ligada à região de Diamantino, Rosário Oeste e Cuiabá. Estava situada muito longe do sul da Prelazia onde estava acontecendo um grande e promissor desenvolvimento não só econômico, mas também eclesial. Por tudo isso D. Vunibaldo Tauller achou conveniente pedir à Santa Sé a transferência da sede da Prelazia. Esta lhe foi concedida pelo Decreto Consistorial de nº 1183/ 61 de 25 de novembro de 1961. A execução do decreto foi realizada pelo Núncio Apostólico D. Armando Lombardi aos 16 de janeiro de 1962. E a cerimônia da transferência ocorreu no dia 24 de abril de 1962 com a leitura pública do decreto na igreja do Sagrado Coração de Jesus em Rondonópolis. A partir de então, a Prelazia da Chapada mudou o nome para “Prelazia de Rondonópolis”.
Em 1972 o Pe. Miguel assumiu a paróquia da Chapada como vigário cooperador. Sendo Prelado D. Osório W. Stoffel.

Em 1980 o Pe. Gregório Michels assumiu a paróquia da Chapada. Em 1983 foi feita uma restauração da igreja da Chapada. Atualmente está tombada como monumento do IPHAN.

COMUNIDADE DA SEDE:
- Centro – Sede Paroquial
- Padroeira: Sant’Ana.

Contato:
Pároco: Pe. Ilson Lopes de Assunção, vigário Pe. José Cobo Fernánde e Diácono Cristóvão Pedrial da Paixão
Praça Dom Wunibaldo, s/n. Cep 78195-000, Chapada dos Guimarães, Mt
Fone: (65) 3301 1213 – Secretária: Evanete
E-mail: paroquiasantanachapada@hotmail.com

Fonte
www.diocesederondonopolis.org.br/

Como chegar: É no centro da cidade.
Entrada: Gratuita
Horário: Missa aos sábados, 19h; aos domingos, 08h e 19h;
Localização: Praça central da cidade.
Trajeto: A pé
Mapa de Como Chegar: Clique Aqui!













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